sábado, 21 de junho de 2008



Quase meu

Por não ter desenhado cavalos
Por ter os lábios calados
Escrevi este poemeto esquisito
Feito de amor e conflito
Nem vivo, nem morto: morno
Como o vento litorâneo
Na primeira noite de outono
Um poeminha só, sem flores no adeus
Quase invisível, quase incolor...
Quase meu.























Resposta

Dedicado a Arthur Rimbaud


Sou tudo e nada
Mais você do que eu
Passado, presente, futuro
Seu vizinho, seu objeto, sua agonia
Carro sempre desgovernado
Humano, místico, animal
Cínico, esnobe, ator
Mil personagens
Cinqüenta para você
Sou poeta
Libertar é a minha arte
Nada me deteria, além da palavra caótica
Saindo aos gritos de minha pena.

Valeria Kurak em: Sarau Grafado. Ed. Todos os Bichos,2007.

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