sábado, 4 de dezembro de 2010

305 livros grátis no Domínio Público - lista organizada pela Etec


É só clicar no título para ler ou imprimir.


1. A Divina Comédia -Dante Alighieri
2. A Comédia dos Erros -William Shakespeare
3. Poemas de Fernando Pessoa -Fernando Pessoa
4. Dom Casmurro -Machado de Assis
5. Cancioneiro -Fernando Pessoa
6. Romeu e Julieta -William Shakespeare
7. A Cartomante -Machado de Assis
8. Mensagem -Fernando Pessoa
9. A Carteira -Machado de Assis
10. A Megera Domada -William Shakespeare
11. A Tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca -William Shakespeare
12. Sonho de Uma Noite de Verão -William Shakespeare
13. O Eu profundo e os outros Eus. -Fernando Pessoa
14. Dom Casmurro -Machado de Assis
15. Do Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
16. Poesias Inéditas -Fernando Pessoa
17. Tudo Bem Quando Termina Bem -William Shakespeare
18. A Carta -Pero Vaz de Caminha
19. A Igreja do Diabo -Machado de Assis
20. Macbeth -William Shakespeare
21. Este mundo da injustiça globalizada -José Saramago
22. A Tempestade -William Shakespeare
23. O pastor amoroso -Fernando Pessoa
24. A Cidade e as Serras -José Maria Eça de Queirós
25. Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
26. A Carta de Pero Vaz de Caminha -Pero Vaz de Caminha
27. O Guardador de Rebanhos -Fernando Pessoa
28. O Mercador de Veneza -William Shakespeare
29. A Esfinge sem Segredo -Oscar Wilde
30. Trabalhos de Amor Perdidos -William Shakespeare
31. Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
32. A Mão e a Luva -Machado de Assis
33. Arte Poética -Aristóteles
34. Conto de Inverno -William Shakespeare
35. Otelo, O Mouro de Veneza -William Shakespeare
36. Antônio e Cleópatra -William Shakespeare
37. Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
38. A Metamorfose -Franz Kafka
39. A Cartomante -Machado de Assis
40. Rei Lear -William Shakespeare
41. A Causa Secreta -Machado de Assis
42. Poemas Traduzidos -Fernando Pessoa
43. Muito Barulho Por Nada -William Shakespeare
44. Júlio César -William Shakespeare
45. Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
46. Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
47. Cancioneiro -Fernando Pessoa
48. Catálogo de Autores Brasileiros com a Obra em Domínio Público -Fundação Biblioteca Nacional
49. A Ela -Machado de Assis
50. O Banqueiro Anarquista -Fernando Pessoa
51. Dom Casmurro -Machado de Assis
52. A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
53. Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
54. Adão e Eva -Machado de Assis
55. A Moreninha -Joaquim Manuel de Macedo
56. A Chinela Turca -Machado de Assis
57. As Alegres Senhoras de Windsor -William Shakespeare
58. Poemas Selecionados -Florbela Espanca
59. As Vítimas-Algozes -Joaquim Manuel de Macedo
60. Iracema -José de Alencar
61. A Mão e a Luva -Machado de Assis
62. Ricardo III -William Shakespeare
63. O Alienista -Machado de Assis
64. Poemas Inconjuntos -Fernando Pessoa
65. A Volta ao Mundo em 80 Dias -Júlio Verne
66. A Carteira -Machado de Assis
67. Primeiro Fausto -Fernando Pessoa
68. Senhora -José de Alencar
69. A Escrava Isaura -Bernardo Guimarães
70. Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
71. A Mensageira das Violetas -Florbela Espanca
72. Sonetos -Luís Vaz de Camões
73. Eu e Outras Poesias -Augusto dos Anjos
74. Fausto -Johann Wolfgang von Goethe
75. Iracema -José de Alencar
76. Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
77. Os Maias -José Maria Eça de Queirós
78. O Guarani -José de Alencar
79. A Mulher de Preto -Machado de Assis
80. A Desobediência Civil -Henry David Thoreau
81. A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio
82. A Pianista -Machado de Assis
83. Poemas em Inglês -Fernando Pessoa
84. A Igreja do Diabo -Machado de Assis
85. A Herança -Machado de Assis
86. A chave -Machado de Assis
87. Eu -Augusto dos Anjos
88. As Primaveras -Casimiro de Abreu
89. A Desejada das Gentes -Machado de Assis
90. Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
91. Quincas Borba -Machado de Assis
92. A Segunda Vida -Machado de Assis
93. Os Sertões -Euclides da Cunha
94. Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
95. O Alienista -Machado de Assis
96. Don Quixote. Vol. 1 -Miguel de Cervantes Saavedra
97. Medida Por Medida -William Shakespeare
98. Os Dois Cavalheiros de Verona -William Shakespeare
99. A Alma do Lázaro -José de Alencar
100. A Vida Eterna -Machado de Assis
101. A Causa Secreta -Machado de Assis
102. 14 de Julho na Roça -Raul Pompéia
103. Divina Comedia -Dante Alighieri
104. O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
105. Coriolano -William Shakespeare
106. Astúcias de Marido -Machado de Assis
107. Senhora -José de Alencar
108. Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
109. Noite na Taverna -Manuel Antônio Álvares de Azevedo
110. Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
111. A 'Não-me-toques' ! -Artur Azevedo
112. Os Maias -José Maria Eça de Queirós
113. Obras Seletas -Rui Barbosa
114. A Mão e a Luva -Machado de Assis
115. Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
116. Aurora sem Dia -Machado de Assis
117. Édipo-Rei -Sófocles
118. O Abolicionismo -Joaquim Nabuco
119. Pai Contra Mãe -Machado de Assis
120. O Cortiço -Aluísio de Azevedo
121. Tito Andrônico -William Shakespeare
122. Adão e Eva -Machado de Assis
123. Os Sertões -Euclides da Cunha
124. Esaú e Jacó -Machado de Assis
125. Don Quixote -Miguel de Cervantes
126. Camões -Joaquim Nabuco
127. Antes que Cases -Machado de Assis
128. A melhor das noivas -Machado de Assis
129. Livro de Mágoas -Florbela Espanca
130. O Cortiço -Aluísio de Azevedo
131. A Relíquia -José Maria Eça de Queirós
132. Helena -Machado de Assis
133. Contos -José Maria Eça de Queirós
134. A Sereníssima República -Machado de Assis
135. Iliada -Homero
136. Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
137. A Brasileira de Prazins -Camilo Castelo Branco
138. Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
139. Sonetos e Outros Poemas -Manuel Maria de Barbosa du Bocage
140. Ficções do interlúdio: para além do outro oceano de Coelho Pacheco. -Fernando Pessoa
141. Anedota Pecuniária -Machado de Assis
142. A Carne -Júlio Ribeiro
143. O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
144. Don Quijote -Miguel de Cervantes
145. A Volta ao Mundo em Oitenta Dias -Júlio Verne
146. A Semana -Machado de Assis
147. A viúva Sobral -Machado de Assis
148. A Princesa de Babilônia -Voltaire
149. O Navio Negreiro -Antônio Frederico de Castro Alves
150. Catálogo de Publicações da Biblioteca Nacional -Fundação Biblioteca Nacional
151. Papéis Avulsos -Machado de Assis
152. Eterna Mágoa -Augusto dos Anjos
153. Cartas D'Amor -José Maria Eça de Queirós
154. O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
155. Anedota do Cabriolet -Machado de Assis
156. Canção do Exílio -Antônio Gonçalves Dias
157. A Desejada das Gentes -Machado de Assis
158. A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
159. Don Quixote. Vol. 2 -Miguel de Cervantes Saavedra
160. Almas Agradecidas -Machado de Assis
161. Cartas D'Amor - O Efêmero Feminino -José Maria Eça de Queirós
162. Contos Fluminenses -Machado de Assis
163. Odisséia -Homero
164. Quincas Borba -Machado de Assis
165. A Mulher de Preto -Machado de Assis
166. Balas de Estalo -Machado de Assis
167. A Senhora do Galvão -Machado de Assis
168. O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
169. A Inglezinha Barcelos -Machado de Assis
170. Capítulos de História Colonial (1500-1800) -João Capistrano de Abreu
171. CHARNECA EM FLOR -Florbela Espanca
172. Cinco Minutos -José de Alencar
173. Memórias de um Sargento de Milícias -Manuel Antônio de Almeida
174. Lucíola -José de Alencar
175. A Parasita Azul -Machado de Assis
176. A Viuvinha -José de Alencar
177. Utopia -Thomas Morus
178. Missa do Galo -Machado de Assis
179. Espumas Flutuantes -Antônio Frederico de Castro Alves
180. História da Literatura Brasileira: Fatores da Literatura Brasileira -Sílvio Romero
181. Hamlet -William Shakespeare
182. A Ama-Seca -Artur Azevedo
183. O Espelho -Machado de Assis
184. Helena -Machado de Assis
185. As Academias de Sião -Machado de Assis
186. A Carne -Júlio Ribeiro
187. A Ilustre Casa de Ramires -José Maria Eça de Queirós
188. Como e Por Que Sou Romancista -José de Alencar
189. Antes da Missa -Machado de Assis
190. A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio
191. A Carta -Pero Vaz de Caminha
192. LIVRO DE SÓROR SAUDADE -Florbela Espanca
193. A mulher Pálida -Machado de Assis
194. Americanas -Machado de Assis
195. Cândido -Voltaire
196. Viagens de Gulliver -Jonathan Swift
197. El Arte de la Guerra -Sun Tzu
198. Conto de Escola -Machado de Assis
199. Redondilhas -Luís Vaz de Camões
200. Iluminuras -Arthur Rimbaud
201. Schopenhauer -Thomas Mann
202. Carolina -Casimiro de Abreu
203. A esfinge sem segredo -Oscar Wilde
204. Carta de Pero Vaz de Caminha. -Pero Vaz de Caminha
205. Memorial de Aires -Machado de Assis
206. Triste Fim de Policarpo Quaresma -Afonso Henriques de Lima Barreto
207. A última receita -Machado de Assis
208. 7 Canções -Salomão Rovedo
209. Antologia -Antero de Quental
210. O Alienista -Machado de Assis
211. Outras Poesias -Augusto dos Anjos
212. Alma Inquieta -Olavo Bilac
213. A Dança dos Ossos -Bernardo Guimarães
214. A Semana -Machado de Assis
215. Diário Íntimo -Afonso Henriques de Lima Barreto
216. A Casadinha de Fresco -Artur Azevedo
217. Esaú e Jacó -Machado de Assis
218. Canções e Elegias -Luís Vaz de Camões
219. História da Literatura Brasileira -José Veríssimo Dias de Matos
220. A mágoa do Infeliz Cosme -Machado de Assis
221. Seleção de Obras Poéticas -Gregório de Matos
222. Contos de Lima Barreto -Afonso Henriques de Lima Barreto
223. Farsa de Inês Pereira -Gil Vicente
224. A Condessa Vésper -Aluísio de Azevedo
225. Confissões de uma Viúva -Machado de Assis
226. As Bodas de Luís Duarte -Machado de Assis
227. O LIVRO D'ELE -Florbela Espanca
228. O Navio Negreiro -Antônio Frederico de Castro Alves
229. A Moreninha -Joaquim Manuel de Macedo
230. Lira dos Vinte Anos -Manuel Antônio Álvares de Azevedo
231. A Orgia dos Duendes -Bernardo Guimarães
232. Kamasutra -Mallanâga Vâtsyâyana
233. Triste Fim de Policarpo Quaresma -Afonso Henriques de Lima Barreto
234. A Bela Madame Vargas -João do Rio
235. Uma Estação no Inferno -Arthur Rimbaud
236. Cinco Mulheres -Machado de Assis
237. A Confissão de Lúcio -Mário de Sá-Carneiro
238. O Cortiço -Aluísio Azevedo
239. RELIQUIAE -Florbela Espanca
240. Minha formação -Joaquim Nabuco
241. A Conselho do Marido -Artur Azevedo
242. Auto da Alma -Gil Vicente
243. 345 -Artur Azevedo
244. O Dicionário -Machado de Assis
245. Contos Gauchescos -João Simões Lopes Neto
246. A idéia do Ezequiel Maia -Machado de Assis
247. AMOR COM AMOR SE PAGA -França Júnior
248. Cinco minutos -José de Alencar
249. Lucíola -José de Alencar
250. Aos Vinte Anos -Aluísio de Azevedo
251. A Poesia Interminável -João da Cruz e Sousa
252. A Alegria da Revolução -Ken Knab
253. O Ateneu -Raul Pompéia
254. O Homem que Sabia Javanês e Outros Contos -Afonso Henriques de Lima Barreto
255. Ayres e Vergueiro -Machado de Assis
256. A Campanha Abolicionista -José Carlos do Patrocínio
257. Noite de Almirante -Machado de Assis
258. O Sertanejo -José de Alencar
259. A Conquista -Coelho Neto
260. Casa Velha -Machado de Assis
261. O Enfermeiro -Machado de Assis
262. O Livro de Cesário Verde -José Joaquim Cesário Verde
263. Casa de Pensão -Aluísio de Azevedo
264. A Luneta Mágica -Joaquim Manuel de Macedo
265. Poemas -Safo
266. A Viuvinha -José de Alencar
267. Coisas que Só Eu Sei -Camilo Castelo Branco
268. Contos para Velhos -Olavo Bilac
269. Ulysses -James Joyce
270. 13 Oktobro 1582 -Luiz Ferreira Portella Filho
271. Cícero -Plutarco
272. Espumas Flutuantes -Antônio Frederico de Castro Alves
273. Confissões de uma Viúva Moça -Machado de Assis
274. As Religiões no Rio -João do Rio
275. Várias Histórias -Machado de Assis
276. A Arrábida -Vania Ribas Ulbricht
277. Bons Dias -Machado de Assis
278. O Elixir da Longa Vida -Honoré de Balzac
279. A Capital Federal -Artur Azevedo
280. A Escrava Isaura -Bernardo Guimarães
281. As Forças Caudinas -Machado de Assis
282. Coração, Cabeça e Estômago -Camilo Castelo Branco
283. Balas de Estalo -Machado de Assis
284. AS VIAGENS -Olavo Bilac
285. Antigonas -Sofócles
286. A Dívida -Artur Azevedo
287. Sermão da Sexagésima -Pe. Antônio Vieira
288. Uns Braços -Machado de Assis
289. Ubirajara -José de Alencar
290. Poética -Aristóteles
291. Bom Crioulo -Adolfo Ferreira Caminha
292. A Cruz Mutilada -Vania Ribas Ulbricht
293. Antes da Rocha Tapéia -Machado de Assis
294. Poemas Irônicos, Venenosos e Sarcásticos -Manuel Antônio Álvares de Azevedo
295. Histórias da Meia-Noite -Machado de Assis
296. Via-Láctea -Olavo Bilac
297. O Mulato -Aluísio de Azevedo
298. O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
299. Os Escravos -Antônio Frederico de Castro Alves
300. A Pata da Gazela -José de Alencar
301. BRÁS, BEXIGA E BARRA FUNDA -Alcântara Machado
302. Vozes d'África -Antônio Frederico de Castro Alves
303. Memórias de um Sargento de Milícias -Manuel Antônio de Almeida
304. O que é o Casamento? -José de Alencar
305. A Harpa do Crente -Vania Ribas Ul


BOA LEITURA!!!!










sábado, 3 de julho de 2010

Antigo Blog

Meu antigo blog pode ser acessado no seguinte endereço:

http://valeria.kurak.zip.net/

domingo, 4 de abril de 2010

Versos Íntimos


Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O homem que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

      ANJOS, Augusto dos. Eu/Outra poesia.

terça-feira, 2 de março de 2010

Violência Simbólica

Enquanto estudo para o próximo concurso público do Governo do Estado de São Paulo vou encontrando bons resumos sobre alguns conceitos básicos de Sociologia e Educação. Como gosto muito de socializar conhecimentos e resistir às agressões diárias com dignidade, combato a violência com informações e idéias. Sou melhor nisso.   

Pierre Bourdieu e o conceito de violência simbólica

Resumo escrito por:PabloSantos
Um dos conceitos mais comentados e menos conhecidos na obra de Pierre Bourdieu é o de violência simbólica.  Criado com o objetivo de elucidar as relações de dominação que não pressupõe a coerção física ocorridas entre as pessoas e entre os grupos presentes no mundo social, o eminente sociólogo francês cunha esta noção, a qual corresponde a um tipo de violência que é exercida em parte com o consentimento de quem a sofre.
A raiz da violência simbólica estaria deste modo presente nos símbolos e signos culturais, especialmente no reconhecimento tácito da autoridade exercida por certas pessoas e grupos de pessoas.  Deste modo, a violência simbólica nem é percebida como violência, mas sim como uma espécie de interdição desenvolvida com base em um respeito que "naturalmente" se exerce de um para outro.  Como exemplo disto temos a atitude profesoral, a qual pressupõe o uso legitimado de estratégias punitivas em relação aos alunos (como reprovações e castigos) que não se enquadram nos moldes sociais da instituição escolar.
No que tange à concordância entre o dominado e o dominador, este aspecto da argumentação de Bourdieu é muito pouco entendido, pois algumas pessoas entendem como se houvesse um acordo formalmente stabelecido no qual a dominação é reconhecida como legítima, quando na verdade esta se dá pela ação das forças sociais e pela estrutura das normas internas do campo do mundo social em que os indivíduos se inserem, e que de certa maneira se incorporam (até mesmo corporalmente) em seus habitus.
Pierre Bourdieu e o conceito de violência simbólica Originalmente publicado no Shvoong: http://pt.shvoong.com/social-sciences/1721852-pierre-bourdieu-conceito-viol%C3%AAncia-simb%C3%B3lica/

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Por que escrever?

 Eu te pergunto: Por que respirar?


"Eu disse uma vez que escrever é uma maldição. (...) Hoje repito: é uma maldição, mas uma maldição que salva. Não estou me referindo a escrever para jornal. Mas escrever aquilo que eventualmente pode se transformar num conto ou num romance. É uma maldição porque obriga e arrasta como um vício penoso do qual é quase impossível se livrar, pois nada o substitui. E é uma salvação. Salva a alma presa, salva a pessoa que se sente inútil, salva o dia que se vive e que nunca se entende a menos que se escreva. Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada... Lembrando-me agora com saudade da dor de escrever livros."

Clarice Lispector. A Descoberta do Mundo.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Quarta-feira de cinzas (T.S. Eliot)

    I

Porque não mais espero retornar
Porque não espero
Porque não espero retornar
A este invejando-lhe o dom e àquele o seu projeto
Não mais me empenho no empenho de tais coisas
(Por que abriria a velha águia suas asas?)
Por que lamentaria eu, afinal,
O esvaído poder do reino trivial?

Porque não mais espero conhecer
A vacilante glória da hora positiva
Porque não penso mais
Porque sei que nada saberei
Do único poder fugaz e verdadeiro
Porque não posso beber
Lá, onde as árvores florescem e as fontes rumorejam,
Pois lá nada retorna à sua forma

Porque sei que o tempo é sempre o tempo
E que o espaço é sempre o espaço apenas
E que o real somente o é dentro de um tempo
E apenas para o espaço que o contém
Alegro-me de serem as coisas o que são
E renuncio à face abençoada
E renuncio à voz
Porque esperar não posso mais
E assim me alegro, por ter de alguma coisa edificar
De que me possa depois rejubilar

E rogo a Deus que de nós se compadeça
E rogo a Deus porque esquecer desejo
Estas coisas que comigo por demais discuto
Por demais explico
Porque não mais espero retornar
Que estas palavras afinal respondam
Por tudo o que foi feito e que refeito não será
E que a sentença por demais não pese sobre nós

Porque estas asas de voar já se esqueceram
E no ar apenas são andrajos que se arqueiam
No ar agora cabalmente exíguo e seco
Mais exíguo e mais seco que o desejo
Ensinai-nos o desvelo e o menosprezo
Ensinai-nos a estar postos em sossego.

Rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte
Rogai por nós agora e na hora de nossa morte.


                                                                      continua...

domingo, 6 de dezembro de 2009

O gabarito do ENEM 2009 contém erros!!!!!!

Observe a questão 2 sobre HIV. Segundo o gabarito divulgado no site do ENEM (acesso 06/12/2009 às 20:10) a resposta correta para a questão 2 do caderno 3 branco seria a D. Você concorda com o gabarito?

Questão 2
Estima-se que haja atualmente no mundo 40 milhões de pessoas infectadas pelo HIV (o vírus que causa
a AIDS), sendo que as taxas de novas infecções continuam crescendo, principalmente na África, Ásia e
Rússia. Nesse cenário de pandemia, uma vacina contra o HIV teria imenso impacto, pois salvaria milhões de vidas. Certamente seria um marco na história planetária e também uma esperança para as populações carentes de tratamento antiviral e de acompanhamento médico.
                                             TANURI, A.; FERREIRA JUNIOR, O. C. Vacina contra Aids: desafios         e esperanças. Ciência  Hoje (44) 26, 2009 (adaptado).


Uma vacina eficiente contra o HIV deveria

A) induzir a imunidade, para proteger o organismo da contaminação viral.
B) ser capaz de alterar o genoma do organismo portador, induzindo a síntese de enzimas protetoras.
C) produzir antígenos capazes de se ligarem ao vírus, impedindo que este entre nas células do organismo
humano.
D) ser amplamente aplicada em animais, visto que esses são os principais transmissores do vírus para os seres humanos.
E) estimular a imunidade, minimizando a transmissão do vírus por gotículas de saliva.

Você acha que a alternativa D está correta?

Há muitos erros gritantes como esse da questão 2 no gabarito da prova. Desse jeito o ENEM vai acabar sendo anulado.
Socorro!!!!!!!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Vale-Cultura deverá injetar R$60.000.000,00 ao mês no mercado cultural.

Todos os meses, R$ 60 milhões são colocados nas mãos de brasileiros com carteira assinada para serem gastos exclusivamente em livros, CDs, DVDs, ingressos de cinema e de teatro, espetáculos de música, de dança e em outros bens culturais no primeiro ano do projeto.

Um potencial de injeção mensal de R$ 600 milhões – ou R$ 7,2 bilhões anuais - no mercado cultural do país.

A chance de beneficiar até 12 milhões de trabalhadores com R$ 50 mensais para o consumo de produtos culturais.

O governo federal e o MinC (Ministério da Cultura) acreditam na força dessas projeções econômicas e financeiras para convencer o Senado a aprovar o Projeto de Lei da Câmara nº 221/2009, que prevê a instituição do Vale-Cultura no país.

O projeto, apresentado este ano pelo governo, corre em regime de urgência urgentíssima. Foi aprovado pela Câmara dos Deputados em outubro. Até o inicio de 2010, deverá receber a bênção dos senadores e a sanção final do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Mas como funcionará o Vale-Cultura?
O sistema será parecido com o do vale-alimentação, usado hoje por milhões de trabalhadores.
Primeiro, o governo cadastra empresas concessionárias para administrar o serviço entre os empresários e seus empregados com carteira assinada. Essas empresas terão papel semelhante às que fornecem os cartões magnéticos nos atuais programas de vale-alimentação.
Essas concessionárias identificam as empresas decididas a fornecer o Vale-Cultura aos seus funcionários.
Cada empresa interessada em oferecer o vale entregará à concessionária uma lista com os dados dos funcionários interessados em receber o cartão magnético com o benefício.
O trabalhador receberá um cartão.
Todos os meses, o cartão será carregado com um valor (o inicial será de R$ 50). O ministro da Cultura, Juca Ferreira, lembra de pontos importantes da realidade cultural brasileira:
- O mais interessante do projeto é que o principal beneficiado é o consumidor, e não o produtor de cultura. Vivemos uma segregação cultural no Brasil. Os levantamentos do IBGE mostram que 87% dos brasileiros não freqüentam cinemas, 78% jamais foram a um espetáculo de dança, 93% nunca visitaram uma exposição de arte e 96% não sabem o que é um museu. Apenas 17% compram algum tipo de livro. Consumo cultural ainda é um luxo para uma elite que representa menos de 20% da população. 
                                                                                                    Leia mais em R7 .

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Os Dez Mandamentos da Ética na Internet

Encontrado em uma postagem no grupo Joomla Brasil:

- Não use o computador para prejudicar as pessoas.
- Não interfira no trabalho de outras pessoas.
- Não se intrometa nos arquivos alheios.
- Não use o computador para roubar.
- Não use o computador para obter falsos testemunhos.
- Não use nem copie softwares pelos quais você não pagou.
- Não use os recursos de computadores alheios sem pedir permissão.
- Não se aproprie de idéias que não são suas.
- Pense nas consequências sociais causadas pelo que você escreve.
- Use o computador de modo que demonstre consideração e respeito.

Fonte:http://www.cti.com.br/informacoes/net_etiqueta.html

terça-feira, 29 de setembro de 2009

51º Prêmio Jabuti - 2009

Já sairam os resultados do Prêmio Jabuti deste ano.

Moacyr Scliar venceu na categoria romance, com Manual da paixão solitária. Milton Hatoum ficou em segundo lugar com Órfãos do Eldorado e Cordilheira garantiu a Daniel Galera a terceira colocação.

Vanessa Bárbara teve seu O livro amarelo do terminal premiado com o primeiro lugar na categoria reportagem.

Entre os indicados na categoria poesia, venceu Dois em um, de Alice Ruiz, seguido por Antigos e soltos: poemas e prosas da pasta rosa, organizado pelo Instituto Moreira Salles, e Cinemateca, de Eucanaã Ferraz.

Na categoria biografia, Lilia Moritz Schwarcz foi a primeira colocada, com O sol do Brasil, seguida por José Mario Pereira, com José Olympio, o editor e sua casa, e Humberto Werneck, com O santo sujo: a vida de Jayme Ovalle.

Para ver a lista completa dos vencedores acesse: http://www.cbl.org.br/jabuti/

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

ALEGRIA!








Quiero cumplir mi destino de llevar la alegría encontrada a todo aquel que como yo la siente indispensable.


Oda a la alegría - Pablo Neruda



Alegría,


hoja verde


caída en la ventana,


minúscula


claridad


recién nacida,


elefante sonoro,


deslumbrante


moneda,


a veces


ráfaga quebradiza,


pero


más bien


pan permanente,


esperanza cumplida,


deber desarrollado.


Te desdeñé, alegría.


Fui mal aconsejado.


La luna


me llevó por sus caminos.


Los antiguos poetas


me prestaron anteojos


y junto a cada cosa


un nimbo oscuro


puse,


sobre la flor una corona negra,


sobre la boca amada


un triste beso.


Aún es temprano.


Déjame arrepentirme.


Pensé que solamente


si quemaba


mi corazón


la zarza del tormento,


si mojaba la lluvia


mi vestido


en la comarca cárdena del luto,


si cerraba


los ojos a la rosa


y tocaba la herida,


si compartía todos los dolores,


yo ayudaba a los hombres.


No fui justo.


Equivoqué mis pasos


y hoy te llamo, alegría.






Como la tierra


Eres


necesaria.






Como el fuego


Sustentas


los hogares.






Como el pan


eres pura.






Como una abeja


repartes miel volando.






Alegría,


fui un joven taciturno,


hallé tu cabellera


escandalosa.






No era verdad, lo supe


cuando en mi pecho


desató su cascada.






Hoy, alegría,


encontrada en la calle,


lejos de todo libro,


acompáñame:






contigo


quiero ir de casa en casa,


quiero ir de pueblo en pueblo,


de bandera en bandera.


No eres para mí solo.


A las islas iremos,


a los mares.


A las minas iremos,


a los bosques.


No sólo leñadores solitarios,


pobres lavanderas


o erizados, augustos


picapedreros,


me van a recibir con tus racimos,


sino los congregados,


los reunidos,


los sindicatos de mar o madera,


los valientes muchachos


en su lucha.






Contigo por el mundo!


Con mi canto!


Con el vuelo entreabierto


de la estrella,


y con el regocijo


de la espuma!






Voy a cumplir con todos


porque debo


a todos mi alegría.






No se sorprenda nadie porque quiero


entregar a los hombres


los dones de la tierra


porque aprendí luchando


que es mi deber terrestre


propagar la alegría.


Y cumplo mi destino con mi canto.
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